O hífen é um sinal gráfico (-) empregado principalmente para ligar elementos, sendo usado na formação de palavras compostas, com prefixos específicos ou em certas situações de colocação pronominal.
Apesar de sua importância para a gramática, ela sofreu mudanças importantes no último acordo ortográfico, levando algumas palavras que antes utilizavam o hífen em sua composição, a perderem completamente o sinal.
Para aqueles que já não frequentam a sala de aula há algum tempo, pode haver uma falta de familiaridade com as regras estabelecidas pelo último acordo ortográfico, implementado no Brasil desde 2016, que reformulou as regras para o uso do hífen.
De acordo com as novas regras, o hífen deve ser usado em palavras compostas, sequências e em locuções, embora haja exceções e casos específicos.
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Com a reforma ortográfica, o uso do hífen foi revisto e especificado em diversas situações. Veja abaixo os dez principais casos de aplicação do hífen segundo as novas regras:
Palavras compostas
O hífen é mantido em palavras que formam uma unidade sintática e semântica como em “ano-luz” ou “médico-cirurgião”. Por outro lado, termos que perderam a percepção de composição, como “passatempo” ou “mandachuva”, não utilizam mais o hífen.
Topônimos compostos
Usam-se hífens em nomes de lugares que iniciam com “Grão” ou “Grã”, assim como aqueles que incluem um verbo ou artigos nos seus nomes, como “Grã-Bretanha” e “Baía de Todos-os-Santos”. A exceção a essa regra é “Guiné-Bissau”.
Nomes de espécies
Nomes que designam espécies botânicas ou zoológicas utilizam o hífen, como em “erva-doce”, “couve-flor” e “mico-leão-dourado”.
Palavras com bem ou mal
Quando esses advérbios precedem uma palavra que começa por vogal ou ‘H’, o hífen é usado, como em “bem-estar” e “mal-humorado”.
Início por elementos específicos
Palavras que começam com “além”, “aquém”, “recém” e “sem” necessitam do hífen, por exemplo, “além-mar” e “recém-nascido”.
Locuções
Com o novo acordo, locuções como “fim de semana” deixaram de usar o hífen, representando uma mudança significativa em relação às regras anteriores.
Prefixação, recomposição ou sufixação
O hífen é utilizado em palavras formadas por esses processos, especialmente quando envolvem prefixos como “anti”, “aero”, “afro”, e “auto”, exemplificado em “anti-inflamatório”.
Prefixo terminado em vogal
Não se usa o hífen se o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente, como em “autoescola” e “hidroavião”.
Sufixação específica
O hífen ainda é utilizado em palavras derivadas por sufixação quando o primeiro elemento é tônico ou acentuado graficamente, seguido de sufixos como “açu”, “guaçu” ou “mirim”, a exemplo de “amoré-guaçu”.
Formas pronominais
O uso do hífen permanece nas formas pronominais enclíticas e mesoclíticas, como em “amar-te” e “dir-lhe-á”.
A reforma ortográfica trouxe diversas mudanças na forma como utilizamos o hífen em algumas palavras, vamos conferir algumas palavras que tinham hífen, como eram escritas, e como são escritas agora:
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