Estamos à beira de uma Terceira Guerra Mundial?

Especialistas em riscos globais estão preocupados; eles acreditam que o mundo possa estar à beira de uma nova guerra mundial

Especialistas em riscos globais estão preocupados; eles acreditam que o mundo possa estar à beira de uma nova guerra mundial. Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado em 15 de setembro afirma que existem 28 riscos já analisados que comprovam que o mundo pode estar perto da Terceira Guerra Mundial.

Michal Koudelka, chefe do serviço de segurança contra-informação tcheco (BIS), em entrevista ao The Guardian, disse que uma ação russa em território da OTAN poderia ocorrer em um horizonte de “meses, e não anos”.

Ele alertou que, juntamente com o aumento da atividade de drones, o Kremlin poderia considerar uma invasão em pequena escala de um país da OTAN que faça fronteira com a Rússia.

Também afirmou que a estratégia atual da Rússia seria uma tentativa de aumentar as tensões para minar o apoio ao esforço de guerra da Ucrânia.

Em contrapartida, o presidente Vladimir Putin afirmou este mês que a Rússia não tem planos de atacar nenhum país europeu e que deseja coexistir pacificamente. Moscou também negou repetidamente qualquer envolvimento em operações de sabotagem ou guerra híbrida, segundo informou a Reuters.

Críticas aos Estados Unidos

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, criticou duramente os Estados Unidos por desrespeitarem o direito internacional, após as ameaças de Donald Trump de “aniquilar” seu país. Em discurso na Assembleia Geral da ONU, Pezeshkian afirmou que o Irã não se renderá na guerra contra os EUA, mas acredita na diplomacia para tentar pôr fim ao conflito.

O enfraquecimento do Hezbollah no Líbano, a queda do regime de Assad na Síria e o enfraquecimento do Hamas reduziram a influência regional do Irã por meio de seus aliados. Ainda assim, a capacidade de Teerã de retaliar contra os Estados do Golfo e as bases ocidentais na região, e de interromper o tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma grande parcela do comércio mundial de energia, surpreendeu muitos analistas. Isso só fez aumentar as tensões, reforçando os temores de que um conflito regional possa evoluir para uma crise de alcance global.

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