MEC / Imagem freepik
O Ministério da Educação (MEC) anunciou que fará uma prova única para ajudar estados e municípios a selecionar professores para escolas públicas de todo o país. O órgão irá realizar um concurso unificado que ficará disponível para estados e municípios que quiserem aderir a avaliação. Essa medida visa padronizar e simplificar o processo de contratação de docentes em todo o país, oferecendo oportunidades mais equitativas e transparentes para os profissionais da área.
E como brasileiro gosta de dar nome a tudo, o concurso do MEC já foi apelidado de “Enem dos professores”. Segundo a Agência Brasil, a seleção fará parte de um pacote de ações para valorizar os professores brasileiros da educação básica. Entre as medidas está também um “Pé-de-Meia” para as licenciaturas, ou seja, bolsas para apoiar estudantes que ingressem na universidade para seguir a carreira docente.
As medidas deverão ser anunciadas pelo governo neste mês, como afirmou o ministro da Educação, Camilo Santana, à imprensa, durante as reuniões do G20, em Fortaleza.
O secretário executivo do MEC, Leonardo Barchini, detalhou como deverá ser o Enem dos professores.
“A ideia é que o ministério forneça as ferramentas para uma boa avaliação e que estados e municípios utilizem essa ferramenta da melhor maneira possível. Especialmente em municípios pequenos há uma dificuldade muito grande em organizar uma prova e organizar concursos”, afirmou.
De acordo com Barchini, esses entes federados poderão escolher a melhor forma de usar a avaliação elaborada pelo MEC e poderão, inclusive, seguir com os próprios concursos.
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Sobre o Pé-de-Meia para os professores, o ministro antecipou que se trata de um incentivo para jovens que queiram seguir a carreira docente. “Dentro dessas ações vai ter um incentivo, que vai ser até o Pé-de-Meia da licenciatura, que é para estimular jovens que estão fazendo o Enem já possam ingressar na universidade com uma bolsa de apoio.”
Apesar do contexto de discussões de cortes orçamentários no âmbito federal, Santana acredita que a educação não deve ser impactada.
“Nenhuma política que tem sido prioridade por parte do ministério tem sido inviabilizada por qualquer medidas econômica do governo. E, repito, a escola de tempo integral, nós já abrimos mais 1 milhão de novas matrículas para o próximo ano, estamos ampliando os recursos para o programa Pé-de-Meia, a construção dos institutos federais, novas universidades, ampliação. Enfim, todos esses programas, eles não sofreram nem sofrerão nenhum tipo de prejuízo”, afirmou o ministro.
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