Reencarnação ocorre um ano após morte súbita, diz estudo com crianças
Nos últimos 50 anos de pesquisa, o DOPS coletou mais de 2.500 casos de reencarnação, a maioria dos quais encontrados fora dos Estados Unidos
Reencarnação é uma crença filosófica ou religiosa de que a essência espiritual de um ser vivo passa a viver em um novo corpo após a morte física. Pesquisadores da Divisão de Estudos Perceptivos da Universidade da Virgínia criaram um dos maiores arquivos do mundo, que eles deram o nome de Casos do Tipo Reencarnação (CORT, na sigla em inglês).
Segundo eles, algumas crianças entre 2 e 5 anos de idade falam sobre memórias de uma vida anterior que afirmam ter vivido. Ao mesmo tempo, demonstram comportamentos, como fobias ou preferências, incomuns no contexto de sua família e não podem ser explicados por nenhum evento da vida atual.
Em muitos casos, as declarações da criança correspondem com precisão à vida e à morte de um indivíduo falecido. Os pesquisadores afirmam que crianças mais velhas podem reter essas aparentes memórias, mas elas geralmente parecem desaparecer por volta dos sete anos de idade.
Nos últimos 20 anos, o Dr. Jim Tucker concentrou-se principalmente em casos encontrados nos Estados Unidos. Muitos deles oferecem evidências mais convincentes do que outros sobre memórias de vidas passadas.
Alguns relatos chamaram muito a atenção de Tucker, como, por exemplo, o de James Leininger, que diz se lembrar de acontecimentos quando era piloto na Segunda Guerra Mundial e de ter sido abatido. Ele inclusive chegou a mencionar o nome de um colega piloto, Jack Larsen.
Claro que, para a ciência, é necessário ter provas concretas. E os pesquisadores da Universidade da Virgínia (UVA) afirmam que conseguiram identificar semelhanças entre dezenas de declarações feitas por crianças com uma história verdadeira de um piloto, James Huston Jr., que foi abatido sobre o Oceano Pacífico em 1945.
Eles listaram vários relatos que crianças fizeram aos seus pais e responsáveis, relembrando memórias de uma vida anterior. Entre essas declarações estão:
“Você não é minha mãe/meu pai.”
“Eu tenho outra mamãe/ou outro papai.”
“Quando eu era grande, eu… (tinha olhos azuis, carro, trabalhava no centro da cidade, etc.).”
Na cultura ocidental, esse tipo de afirmação costuma ser considerada como fantasia, mesmo que contenha algo além de pura imaginação.
Décadas de pesquisa — milhares de casos
Nos últimos 50 anos de pesquisa, o DOPS coletou mais de 2.500 casos de reencarnação, a maioria dos quais encontrados fora dos Estados Unidos. O banco de dados permite que os pesquisadores, assim como outros, apliquem diversas análises para buscar padrões nos arquivos.
Existem detalhes que chamam a atenção nesta pesquisa. As mortes que não são naturais representaram 57% dos casos analisados, enquanto que mortes classificadas como completamente inesperadas representam 68%. A idade mediana da pessoa falecida no momento da morte era de pessoas na faixa dos 30 anos.
Mas é preciso lembrar que esses relatos são pesquisas e que elas não comprovam que a consciência sobrevive à morte. Por outro lado, nas tradições hindu, budista e indígena norte-americana, existe a crença de que a morte súbita deixa assuntos inacabados que aceleram o renascimento.

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