Em um contexto em que a doação de órgãos ganha importância, a ideia comum é que apenas quando a morte encefálica é declarada é possível doar órgãos. No entanto, uma revelação muitas vezes desconhecida para a maioria é que determinados órgãos podem ser doados enquanto a pessoa ainda está viva. Esse aspecto transforma o cenário da doação e expande as possibilidades de salvar vidas de maneiras surpreendentes.
Enquanto o conceito tradicional de doação de órgãos pauta-se na declaração de morte, uma perspectiva mais ampla é apresentada ao descobrirmos que existem órgãos que podem ser doados em vida. Isso traz à luz a capacidade de transformar vidas mesmo antes do último suspiro. Para compreender melhor essa questão, vamos explorar os órgãos que podem ser oferecidos por indivíduos ainda em vida, evidenciando o poder de solidariedade e generosidade e empatia com o próximo.
De acordo com informações do Ministério da Saúde, existem órgãos que podem ser doados por indivíduos ainda em vida, contribuindo para a salvação de vidas e para a melhoria da qualidade de vida de muitos pacientes. Entre esses órgãos, encontram-se rins, fígado, pulmão e medula óssea, cada um com particularidades que viabilizam a doação.
No caso da doação de rins, os seres humanos possuem dois órgãos e a doação envolve a entrega completa de um rim, já que, ao contrário de outros órgãos, não é viável doar uma porção. O fígado, por sua vez, pode ser doado em segmentos, possibilitando a doação de até metade do órgão, devido à notável capacidade de regeneração desse órgão. A doação de pulmão também é realizada em partes, geralmente envolvendo o lobo inferior. Embora o pulmão não tenha a habilidade de regeneração do fígado, a doação de uma porção não representa ameaça à vida do doador.
Outra possibilidade é a doação de medula óssea, um tecido presente no interior de determinados ossos, composto por células-tronco cruciais para a formação das células sanguíneas. Geralmente indicado para pacientes com condições sanguíneas como leucemia, o transplante de medula óssea pode ser realizado, e o doador retorna à sua rotina em cerca de uma semana, uma vez que a recuperação da medula leva aproximadamente 15 dias. Estender a mão por meio da doação de órgãos em vida é um gesto poderoso que não só pode salvar vidas, mas também inspirar solidariedade e esperança.
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A possibilidade de se tornar um doador de órgãos está aberta a qualquer indivíduo, sem restrições religiosas, visto que nenhuma crença se opõe à doação. Para isso, basta atender aos critérios de ser maior de 18 anos, estar em boas condições de saúde e passar por avaliação médica para realização dos exames necessários.
Caso deseje ser um doador em vida, você pode acessar o site da Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos (Adote), onde poderá fazer o cadastro e obter o cartão de doador. O link para acesso é: adote.org.br.
Além do registro, é crucial expressar à sua família o desejo de se tornar um doador de órgãos, a fim de que, no momento de seu falecimento, os familiares até o segundo grau de parentesco possam autorizar, por escrito, a doação dos órgãos. Essa comunicação é vital para garantir que a sua vontade seja respeitada e que a oportunidade de salvar vidas seja efetivada.
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