6 acontecimentos mais prováveis de destruir o mundo, segundo especialistas
Ao longo da história, tivemos vários acontecimentos que não somente abalaram a vida na Terra, como também colocaram em risco a sobrevivência da espécie humana.
O caso mais recente foi a pandemia da Covid-19 em 2020, que colocou o mundo todo em alerta máximo. Mas a verdade é que tivemos vários outros casos ao longo de décadas e séculos.
A exemplo, tivemos a Segunda Guerra Mundial, considerada a maior catástrofe da história moderna, com uma estimativa de 70 milhões de pessoas mortas. A Peste Negra, em 1347, matou entre 30% e 60% da população da Europa, entre outros casos.
Contudo, olhando para o futuro, ainda que tenhamos evoluído em todos os sentidos, existem situações reais discutidas, analisadas e que podem abalar ou mesmo acabar com o mundo no futuro, e, a seguir, vamos te contar quais são elas.
1. Uma Terceira Guerra Mundial
A iminência de uma Terceira Guerra Mundial é sempre discutida. Embora não exista uma previsão real de que vai acontecer em algum momento, é um risco real atualmente, e maior do que seria razoável ignorar.
O que atualmente vemos no mundo não é necessariamente uma “Terceira Guerra Mundial começando”, mas sim a existência simultânea de vários pontos de possível confronto entre grandes potências.
O Council on Foreign Relations (CFR), uma das instituições mais importantes dos EUA para análise de política internacional, colocou em sua avaliação de conflitos para 2026:
- Crise grave no Estreito de Taiwan envolvendo China, Taiwan e potencialmente EUA;
- Possibilidade de confronto entre Rússia e países da OTAN;
- Escalada envolvendo Coreia do Norte;
- Guerra entre Irã e Israel;
- Intensificação da guerra Rússia-Ucrânia.
Um detalhe importante é que o CFRE classificou Taiwan e um possível confronto Rússia-OTAN como cenários de grande impacto, com o próprio estudo afirmando que uma guerra entre grandes potências continua sendo um risco.
E existe um dado ainda mais preocupante no Global Risk Report 2026 da ONU: em uma pesquisa com 1.300 especialistas de 155 países, 36% esperavam uma guerra de grande escala dentro de um ano.
Isso não quer dizer que temos uma probabilidade matemática de 36% de termos uma nova guerra a nível global, mas sim que 36% dos entrevistados consideram esse cenário possível no horizonte pesquisado.
2. Uma nova corrida nuclear
Esse é um dos cenários mais preocupantes, especialmente porque uma nova corrida nuclear não depende de uma Terceira Guerra Mundial acontecer primeiro.
Talvez o fato mais preocupante seja que ela já está acontecendo em certa medida. Por exemplo, o SIPRI publicou em junho de 2026 seu levantamento sobre armas nucleares e afirmou que os nove países nuclearmente armados continuaram modernizando seus arsenais em 2025.
O instituto também afirmou que os Estados estão recorrendo cada vez mais às armas nucleares como instrumentos de poder nacional, e que o risco de erro de cálculo e escalada está aumentando.
Em janeiro de 2025, o SIPRI estimava que existem cerca de 12.241 ogivas nucleares no mundo, das quais 9.614 estavam em arsenais militares potencialmente utilizáveis, e aproximadamente 2.100 mantidas em alto estado de alerta operacional.
3. Uma nova pandemia mundial
Talvez você não saiba o que falaremos agora, mas uma nova pandemia é algo que os especialistas consideram como inevitável em algum momento da história, embora seja impossível prever exatamente quando e qual será a causa.
A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o mundo está melhor preparado em alguns aspectos após a Covid-19, mas que a preparação continua frágil e desigual.
E a OMS mantém estruturas específicas para investigar a origem de novos patógenos justamente porque doenças podem passar de animais para seres humanos, um problema chamado de spillover zoonótico.
4. Uma grande crise econômica global
Outro acontecimento histórico que pode voltar a acontecer e abalar por completo a vida na Terra é uma nova crise econômica mundial.
Lembrando que já tivemos várias crises, como:
- A Grande Depressão de 1929;
- A crise do petróleo;
- A crise financeira asiática;
- A crise de 2008;
- A crise provocada pela pandemia.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou neste ano que os riscos à estabilidade financeira global estão elevados, citando guerras, inflação, dívida pública, condições financeiras apertadas, possíveis quedas nos mercados, e concentração de investimentos ligadas à IA.
O Banco de Compensações Internacionais (BIS) também chamou atenção em 2026 para dívida pública elevada e fragilidades financeiras. E isso não significa que teremos uma nova crise econômica global, mas sim, que há vulnerabilidades que podem transformar o choque econômico ou geopolítico em uma nova crise internacional.
5. Um grande ataque cibernético internacional
Esse é um risco completamente novo, mas que realmente pode acontecer. Inclusive o Fórum Econômico Mundial colocou o cyber insecutiry (insegurança cibernética), entre os principais riscos dos próximos anos.
O Conselho de Relações Internacionais incluiu, entre seus cenários de 2026, um ataque cibernético extremamente disruptivo contra infraestrutura crítica dos EUA, utilizando IA.
Imagine que um ataque coordenado pode afetar bancos, sistemas de pagamento, hospitais, energia, telecomunicações, portos, água, governo. E não estamos falando de destruir fisicamente nada, já que bastaria apenas interromper sistemas essenciais.
6. Uma grande catástrofe climática
Embora não exista uma previsão científica que diga que “em determinado ano teremos uma catástrofe climática“, existem evidências muito fortes de que determinados fenômenos extremos se tornem cada vez mais frequentes e intensos.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, tem apontado para riscos cada vez maiores associados à mudança climática, que, por sua vez, trazem impactos ligados a:
- alimentação;
- água;
- ecossistemas;
- saúde;
- infraestrutura;
- economia;
- deslocamento populacional.
O próprio Banco Mundial também tem destacado que enchentes, secas, tempestades e ondas de calor estão se tornando cada vez mais frequentes e que já estão afetando mais da metade da população mundial.

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