Cientistas identificam em Marte o ambiente onde a vida surgiu na Terra

Muitos filmes e séries mostraram histórias em que Marte invadia a Terra, parece que, além da ficção, o mundo ainda tem curiosidade para saber se realmente já existiu algum marciano.

Um robô explorador da NASA, chamado Rover Curiosity, realizou um tipo de experimento nunca antes tentado fora da Terra. Ele conseguiu identificar mais compostos orgânicos em Marte, e isso está fazendo com que os cientistas tentem descobrir se o Planeta Vermelho já abrigou vida.

Missão europeia detecta possível emissão de gás vulcânico

Mas tem mais gente querendo conhecer melhor os mistérios do planeta. A sonda ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO) da União Europeia apontou para um possível sinal de vazamento de gás cloreto de hidrogênio em fendas na região de Alba Mons, o maior vulcão de Marte em extensão territorial. Alba Mons se destaca pela enorme área que ocupa. Os pesquisadores acreditam que o gás encontrado pode estar associado à atividade de magma quente abaixo da superfície marciana.

No entanto, ainda serão necessárias muitas pesquisas para confirmar a existência dessas emissões. Os cientistas vêm sugerindo que Alba Mons pode abrigar um ambiente semelhante às fontes hidrotermais da Terra, onde a vida provavelmente surgiu e continua a prosperar até hoje.

Estudo indica que Marte pode continuar geologicamente ativo

O estudo, publicado na revista científica Science Advances na quarta-feira (4), reforça evidências de que o interior de Marte ainda pode abrigar atividade magmática. Essa possibilidade não é inédita, no início de 2026, o módulo percepção, da NASA, coletou dados que indicaram uma possível presença de magma sob a superfície marciana por meio de análises sísmicas e modelagens geológicas.

No entanto, as novas descobertas são a evidência mais forte até agora de gases liberados por vulcões adormecidos em Marte, segundo o autor do estudo, Alexander Trokhimovskiy, do Instituto de Pesquisa Espacial da Rússia, à Live Science.

Em entrevista à Live Science, o principal autor da pesquisa, Alexander Trokhimovskiy, do Instituto de Pesquisa Espacial da Rússia, afirmou que as observações apontam para um sistema vulcânico ainda ativo em profundidade.

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