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Conheça a história de São Sebastião padroeiro do Rio de Janeiro

Neste sábado (20), a cidade do Rio de Janeiro estará festejando o seu padroeiro, São Sebastião. A data comemorativa chega ser mais importante do que a da fundação em 1º de março. Esse ano, o feriado dos cariocas caiu em um sábado.

Quem era São Sebastião?

São Sebastião era um soldado romano que nasceu em Narbonne, na França, em 256 d.C. Seu nome de origem grega, Sebastós, significa divino, venerável. Ele optou por seguir a carreira militar de seu pai e chegou a ser Capitão da 1ª da guarda pretoriana. 

Dedicado em extremo a sua carreira, Sebastião logo ganhou o respeito dos amigos e até mesmo do imperador romano, Maximiano. A única diferença do soldado, era o fato dele ser cristão e não participar dos martírios nem das manifestações de idolatria dos romanos. 

São Sebastião é conhecido por ter servido a dois exércitos: o de Roma e o de Cristo. A intolerância religiosa dos romanos queria que Sebastião deixasse de professar e também negasse sua fé em Cristo, o que ele não o fez. Por isso, foi martirizado.

Sua história é conhecida somente pelas atas romanas de sua condenação e martírio. Nessas atas de martírio de cristãos, os escribas escreviam poucos detalhes sobre o martirizado e muitos detalhes sobre as torturas e sofrimentos causados a eles antes de morrerem. Essas atas eram expostas ao público nas cidades com o fim de desestimular a adesão ao cristianismo.

Existem inconsistências no relato da vida de São Sebastião: o édito que autorizava a perseguição sistemática dos cristãos pelo Império foi publicado apenas em 303 (depois da Era Comum), pelo que a data tradicional do martírio de São Sebastião parece precoce. 

O simbolismo na História, como no caso de Jonas, Noé e também de São Sebastião, é visto, muitas vezes, como alegoria, mito, fragmento de histórias, uma construção histórica que atravessou séculos.

Padroeiro do Rio de Janeiro

De acordo com a arquidiocese do Rio de Janeiro, neste sábado, dia 20, haverá festa litúrgica dedicada ao padroeiro, São Sebastião, que neste ano de 2024, tem como tema: “A Oração é a fortaleza de São Sebastião”. Um dia de alegria e júbilo para a nossa arquidiocese e cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. 

O Dia de São Sebastião, para os habitantes da cidade do Rio de Janeiro, não é um feriado comum, mas dia de agradecer a São Sebastião por nos ter protegido ao longo do ano que passou e pedir sua intercessão para o ano que se inicia.

Você sabia que a cidade recebe o nome do santo? Sim, o nome da cidade maravilhosa é cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

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Quem foi São Sebastião segundo a igreja Católica

São Sebastião nasceu em Narbonne, na França, seus pais eram oriundos de Milão, na Itália, do século terceiro. São Sebastião sempre foi, desde cedo, muito generoso, buscando ajudar os seus irmãos. Recebeu o batismo e zelou veementemente por ele. 

Entrou para o serviço do Império Romano e fez parte do exército, devido ao seu vigor físico e boa saúde. Sem demorar muito tornou-se o primeiro capitão da guarda do império. São Sebastião teve muita coragem, pois mesmo com o ambiente hostil ao cristianismo, ele anunciava Jesus Cristo aos presos e aos companheiros militares. Ele testemunhava Jesus Cristo sem precisar explicitar.

São Sebastião era defensor da fé e da Igreja, ouvia aqueles que eram presos e os consolava. Na verdade, São Sebastião colocava em prática aquilo que Jesus disse no Evangelho: “Estive preso e fostes me visitar”.

São Sebastião defendeu e guardou os preceitos da fé até o martírio. São Sebastião nutria no coração essa certeza, defendia a fé até às últimas consequências, e sabia que em algum momento poderia ser denunciado. 

De acordo com a igreja, o imperador ficou furioso ao saber que Sebastião não tinha renunciado a Cristo. Por isso, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas, até o ponto de pensarem que estava morto. Mas, uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e viu que estava vivo, ela passou a cuidar de suas feridas. 

Após restabelecer a saúde, foi até o imperador e se apresentou a ele, pois queria o seu bem e de todo o império. Evangelizou e testemunhou Jesus Cristo por um determinado tempo, mas no ano de 288 foi martirizado brutalmente.

Jorge Roberto Wright

Jorge Roberto W. Cunha, jornalista há 38 anos, atuando na redação de jornais impressos e digitais. Especializado em notícias de variedades, TV, entretenimento, economia e política.

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