Netflix / Imagem freepik / editado por Meu Valor Digital
No competitivo mundo do streaming, alcançar o primeiro lugar no ranking da Netflix no dia do lançamento é um feito raro e notável. Uma produção recente conseguiu essa façanha e deixou muitas pessoas chocadas. Não apenas por conquistar o topo, mas também as polêmicas envolvendo o filme foram notáveis.
O filme “Sob as Águas do Sena”, dirigido por Xavier Gens, conseguiu essa proeza e chamou a atenção do público e da crítica. Esse filme combina elementos de terror e suspense, oferecendo uma narrativa que aborda questões ambientais de forma impactante.
O filme se passa em um cenário futurista onde a poluição marinha tomou proporções alarmantes. No Pacífico Norte, uma vasta área monitorada pela Missão Ocean Origins, equivalente a seis vezes o tamanho da França, está repleta de detritos plásticos e metálicos.
Este imenso “sétimo continente” de lixo marinho ameaça a vida de aves e mamíferos marinhos, resultando em mortes dolorosas e lentas. “Sob as Águas do Sena” se inspira nesse cenário crítico para criar uma narrativa que explora a devastação ambiental causada pela ação humana.
A trama gira em torno de um grupo de tubarões que, fugindo da poluição, migra para o rio Sena em Paris. Essa mudança drástica é feita de forma irônica, uma vez que o rio será palco das provas aquáticas dos Jogos Olímpicos, programados para 26 de julho.
Embora o filme não mencione diretamente os Jogos, a referência é clara, fornecendo uma crítica sutil às consequências da degradação ambiental.
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Sophia, interpretada por Bérénice Bejo, lidera uma equipe de oceanógrafos e biólogos marinhos do projeto Evolução, cujo objetivo é estudar e proteger a vida marinha. O grupo está em busca de Lilith, uma fêmea de tubarão que tem sido monitorada por meses.
Lilith aparece agora muito maior e mais agressiva. A descoberta de um bebê cachalote preso em detritos com o estômago cheio de plástico intensifica a tensão. Esse achado leva um dos cientistas, Berruti, interpretado por Jean-Marc Bellu, a questionar profundamente a responsabilidade humana na degradação ambiental.
O ataque de Lilith a Sophia desencadeia um debate intenso sobre as consequências das ações humanas para o meio ambiente. O filme usa a figura do tubarão como uma metáfora poderosa para a crise ambiental, mostrando a luta da natureza contra a poluição.
No entanto, a solução proposta pelo filme – a eliminação dos tubarões invasores – pode ser vista como uma abordagem simplista e brutal para um problema complexo.
Embora “Sob as Águas do Sena” tenha conquistado uma audiência significativa, o filme não está isento de críticas. A atuação de Bérénice Bejo, embora competente, tem sido questionada por alguns críticos. Sua personagem, semelhante à de “Nada a Esconder” (2018), carece de profundidade e desenvolvimento.
Além disso, a representação dos tubarões no Sena pode ser interpretada como uma forma de xenofobia sutil, refletindo preconceitos elitistas e uma tentativa de proteger Paris dos “invasores” marinhos.
A crítica sugere que o filme poderia ter abordado a poluição marinha de maneira mais autêntica e menos clichê. Em vez de apresentar a destruição dos tubarões como uma solução para os problemas ambientais, poderia ter explorado alternativas baseadas em ciência e racionalidade para a crise.
O filme, lançado em 2024, tem recebido uma avaliação mista, com uma nota média de 7/10. Apesar das críticas, a combinação de terror e suspense com uma mensagem ambiental impactante parece ter ressoado com muitos espectadores.
“Sob as Águas do Sena” destaca-se pela sua tentativa de incorporar questões ambientais urgentes em uma narrativa de entretenimento, embora a execução possa não ter agradado a todos.
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