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O livro escrito com IA que deixa profissionais criativos ‘aterrorizados’

Você imaginou algum dia uma máquina escrever um livro sem o auxílio do homem? Mas o que parecia ser impossível aconteceu com a jornalista Zoe Kleinman da BBC.

Ela contou que recebeu um livro chamado “Tech-Splaining for Dummies”, que foi escrito por uma inteligência artificial e ganhou bastante atenção. A jornalista ganhou esse livro, no Natal, dado por uma amiga. O que torna esse livro especial é que ele foi inteiramente gerado por IA, baseado em algumas informações simples sobre a profissional.

O livro imita o estilo de escrita dela, mas também inclui muitas repetições e partes prolixas. Isso levantou preocupações entre profissionais criativos sobre o impacto da IA na criação de conteúdo e os direitos autorais.

Zoe Kleinman admite que a leitura é interessante e contém algumas partes muito engraçadas. Mas também inclui muitos rodeios. O texto parece uma mistura de um livro de autoajuda e uma série de episódios curiosos. Ela afirmou que o livro imita seu estilo tagarela de escrever, mas também é um pouco repetitivo e muito prolixo.

“O livro também inclui repetidamente uma misteriosa alucinação sobre meu gato (na verdade, não tenho animais de estimação). E quase todas as páginas trazem uma metáfora — algumas são mais aleatórias do que outras”.

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Autoria e originalidade

O que aconteceu com a jornalista da BBC, levanta uma das principais preocupações que é a questão da autoria. Se um livro é escrito por uma IA, quem é o verdadeiro autor? A máquina ou a pessoa que a programou? Além disso, a IA pode gerar textos que são combinações de informações existentes, levantando dúvidas sobre a originalidade do conteúdo.

Parece perigoso a IA ser capaz de escrever livros. Isso vem preocupando alguns profissionais criativos que já estão com medo de perder espaço no mercado de trabalho. Mas até onde uma ferramenta com a IA pode auxiliar os criativos, e não substituí-los completamente? 

Vamos levar em conta que por enquanto, a criatividade humana, a capacidade de contar histórias e a emoção transmitida através da escrita ainda são elementos essenciais que a IA não consegue replicar.

Com os avanços tecnológicos que vem aumentando com uma velocidade cada dia maior, é fundamental que profissionais criativos e a sociedade em geral estejam atentos a essas mudanças e se adaptem a elas. A IA pode ser uma aliada na produção de conteúdo, mas é preciso encontrar um equilíbrio entre a tecnologia e a criatividade humana.

Jorge Roberto Wright

Jorge Roberto W. Cunha, jornalista há 38 anos, atuando na redação de jornais impressos e digitais. Especializado em notícias de variedades, TV, entretenimento, economia e política.

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