bebidas alcoólicas / Imagem freepik
O vício em drogas e álcool é um problema muito complicado, que pode ter origem em diferentes fatores como as condições de saúde mental, depressão e ansiedade, traumas vividos, dificuldades financeiras ou até mesmo o estresse diário.
Entre as diversas fontes de pressão está o ambiente de trabalho que ocupa um papel importante no nosso dia a dia.
Algumas profissões têm jornadas longas, esforço físico intenso, discriminação, contato direto com substâncias e até mesmo o isolamento social que podem levar muitos profissionais a recorrerem ao álcool ou às drogas como forma de lidar com a sobrecarga.
De acordo com levantamentos como a Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde (NSDUH), conduzida pelo SAMHSA nos Estados Unidos, cerca de 9,5% dos trabalhadores em tempo integral apresentam algum tipo de transtorno por uso de substâncias.
No entanto, em algumas profissões esse índice é muito mais alto o que de certa forma revela uma relação direta entre condições de trabalho exaustivas e maior vulnerabilidade à dependência.
É importante destacar que esses dados têm como base o cenário norte-americano, podendo não refletir exatamente a realidade de outros países, como o Brasil. Ainda assim, eles servem de referência para entender como certas profissões estão mais expostas a riscos relacionados ao abuso de álcool e drogas.
A seguir, estão listadas as carreiras que apresentam as taxas mais elevadas de dependência, junto dos fatores que tornam essas ocupações especialmente suscetíveis ao desenvolvimento do vício.
Mineradores, perfuradores, operários de pedreiras e funcionários de plataformas de petróleo registram o índice mais alto de abuso de álcool entre todas as profissões com quase 17,5% afirmando já ter exagerado no consumo no último mês, quase o dobro da média nacional.
Esse setor é majoritariamente masculino e com longas jornadas de trabalho, isolamento da família e condições físicas e psicológicas pesadas, sendo esses fatores que aumentam a propensão ao vício.
Além disso, o modelo de escala em turnos de 12 horas por várias semanas seguidas, seguido de poucos dias de descanso, intensifica o desgaste e favorece a dependência.
O setor ocupa o segundo lugar no abuso de álcool com 16,5%, mas quando se trata de drogas ilícitas o índice chega a 11,6%, superior ao da mineração de 5%. Mais de 90% dos trabalhadores são homens, grupo estatisticamente mais vulnerável ao consumo de álcool e drogas.
As longas jornadas, o esforço físico intenso e a repetição das tarefas tornam a profissão altamente suscetível ao desenvolvimento de dependência.
O setor de alimentação emprega mais de 15 milhões de pessoas, incluindo garçons, bartenders, chefs e organizadores de eventos e esse é o ambiente profissional com o maior índice de uso de drogas ilícitas com 19,1% relatando consumo nos últimos 30 dias.
Já o abuso de álcool foi registrado por quase 12% dos trabalhadores de acordo com dados coletados pela Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde (NSDUH) de 2015. A rotina acelerada, o contato constante com bebidas alcoólicas e o nível elevado de estresse explicam por que essa é uma das áreas mais vulneráveis à dependência.
Esse grupo inclui desde músicos e atores até atletas, treinadores, árbitros e curadores e aproximadamente 14% relataram uso de drogas ilegais no último mês e cerca de 12% admitiram abuso de álcool sengundo a NSDUH.
Profissões ligadas à criatividade e ao entretenimento historicamente se associam ao consumo de substâncias e a flexibilidade de horários, a pressão por desempenho e a vida social intensa ajudam a explicar os números acima da média.
Apesar de cuidarem da saúde de outros os médicos e profissionais da área apresentam taxas preocupantes de abuso de substâncias. Estima-se que 14% se enquadrem em critérios de transtorno de uso, sendo comum o consumo indevido de medicamentos controlados.
Um levantamento da Clínica Mayo mostrou que quase metade dos médicos em programas de acompanhamento abusava do álcool e mais de um terço fazia mau uso de opioides. A pressão constante e o acesso facilitado a remédios com receio de perder a carreira ao buscar tratamento são fatores críticos para esse cenário.
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Profissionais de telecomunicações, marketing, mídia e tecnologia apresentam índices médios no consumo de álcool, porém preocupantes no uso de substâncias ilícitas com quase 12% relatando uso nos últimos 30 dias, e uma pesquisa realizada pela SAMSHA 19,3% admitiu o abuso de analgésicos prescritos.
A combinação de prazos apertados em ambientes competitivos ajuda a explicar a alta incidência de dependência nessa categoria.
Quem trabalha com vendas lida com pressão constante por metas, jornadas irregulares e intensa vida social o que aumenta a vulnerabilidade ao uso de substâncias.
Dados da Administração de Serviços de Saúde Mental e Abuso de Substâncias (SAMSHA) mostram que 11% dos trabalhadores de imóveis e locação e 10,5% dos vendedores do varejo usaram drogas ilícitas. No geral, cerca de 10,5% dos profissionais de vendas apresentam sinais de transtorno por uso de substâncias.
Gerentes, executivos e empresários, embora ocupem cargos de maior prestígio, também apresentam taxas acima da média de abuso de substâncias com 12,1% relatando o uso de drogas ilícitas e 11,5% enfrentaram problemas de dependência no último ano, de acordo com a NSDUH.
O dado mais preocupante é que esse grupo raramente busca ajuda, por medo de prejudicar a imagem profissional ou comprometer o cargo.
Entre os profissionais do direito, os números são ainda mais altos e um estudo da American Bar Association aponta que 1 em cada 5 advogados tem problemas com o álcool sendo quase o dobro da média entre profissionais com escolaridade semelhante.
Os mais jovens são os mais afetados, tanto em transtornos de dependência quanto em saúde mental. A carga horária pesada e as dívidas da formação acadêmica estão entre os principais fatores que contribuem para esse cenário.
Estão nesse grupo os policiais, bombeiros e paramédicos que são geralmente os primeiros a enfrentar tragédias, acidentes e desastres, lidando diariamente com situações de alto estresse. Essa rotina intensa, embora essencial para a sociedade pode ter consequências pesadas na vida pessoal desses profissionais.
Segundo dados do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, cerca de 25% dos policiais apresentam algum tipo de dependência com estimativas apontando índices de 20% a 30% de transtornos ligados ao consumo de substâncias. Já uma pesquisa da SAMHSA revelou que quase metade dos bombeiros entrevistados relatou episódios de consumo excessivo de álcool, número muito superior à média nacional de 15%. Curiosamente, entre as bombeiras entrevistadas, apenas 9% relataram esse padrão de consumo.
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