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Pressão alta? Reduzir sal é tão eficiente quanto remédios, diz estudo

Em busca de maneiras eficazes e naturais para reduzir sua pressão arterial? Uma abordagem simples e acessível pode estar à sua mesa. De acordo com pesquisas recentes divulgadas no JAMA (revista médica de acesso aberto publicada pela American Medical Association), a redução do consumo de sal na dieta demonstrou ser uma estratégia promissora, compatível à eficácia de medicamentos comuns para controle da pressão arterial.

Os resultados revelam que ajustes nos hábitos alimentares, especialmente no que diz respeito ao sódio, desempenharam um papel significativo na redução da pressão arterial em muitos dos participantes do estudo.

Desenvolvimento do estudo

Um estudo abrangente com 213 participantes entre 50 e 75 anos explorou os efeitos das dietas com diferentes teores de sódio na pressão arterial, oferecendo insights valiosos para a saúde cardiovascular. Os participantes foram submetidos a dietas com alto e baixo teor de sódio, contendo aproximadamente 2.200 mg e 500 mg de sódio diariamente, respectivamente. A pesquisa abordou uma variedade de perfis, incluindo pessoas com e sem problemas de pressão arterial.

Os resultados revelaram que, após uma semana de adesão rigorosa à dieta pobre em sódio, os participantes testemunharam uma redução média notável de 8 mm Hg na pressão arterial sistólica em comparação com a dieta rica em sódio. Essa queda foi ainda mais expressiva quando comparada a uma dieta normal, alcançando 6 mm Hg. Surpreendentemente, os benefícios da dieta pobre em sódio foram equiparados aos efeitos médios de uma medicação comumente prescrita para a hipertensão, a hidroclorotiazida (dose de 12,5 mg). O protocolo da dieta envolveu a redução da ingestão de sal em uma média de cerca de 1 colher de chá por dia.

Segundo os autores, a dieta pobre em sódio apresentou uma redução significativa na pressão arterial sistólica em quase 75% dos participantes em comparação com a dieta rica em sódio. Essa melhoria foi observada independentemente do estado de hipertensão e do uso de medicação anti-hipertensiva, sendo consistente entre vários subgrupos e não resultando em eventos adversos significativos. Os achados destacam a eficácia potencial de intervenções dietéticas na gestão da pressão arterial e apontam para uma abordagem acessível e natural para melhorar a saúde cardiovascular.

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Pressão alta, um mal silencioso

A hipertensão, conhecida como a “assassina silenciosa”, representa um perigo invisível que eleva significativamente o risco de eventos cardiovasculares graves, como ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e doenças renais crônicas. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a hipertensão contribuiu para mais de 691.000 mortes nos Estados Unidos somente em 2021.

O CDC revela que quase metade dos adultos enfrenta problemas de hipertensão, definida por uma pressão arterial sistólica superior a 130 ou uma pressão arterial diastólica superior a 80. Alarmantemente, apenas cerca de 1 em cada 4 adultos com hipertensão consegue manter a condição sob controle, sublinhando a urgência de abordagens eficazes para gerenciar essa condição prevalente.

É importante destacar que o sal não é o único vilão em nossas dietas quando se trata de pressão arterial elevada. Uma pesquisa recente publicada na revista Hypertension da American Heart Association revelou que o consumo regular de álcool, mesmo em quantidades moderadas, está associado a aumentos nas leituras da pressão arterial, mesmo entre adultos sem histórico de hipertensão. Essas descobertas ressaltam a necessidade de conscientização sobre fatores dietéticos e de estilo de vida na luta contra a hipertensão, uma questão de saúde pública significativa.

Ricardo

Administrador, analista SEO e chefe de redação, atuando frente aos conteúdos mais acessados do país.

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