Um recente estudo intrigante com casais heterossexuais, revelou que a pressão arterial elevada não é apenas uma questão individual, mas muitas vezes uma experiência compartilhada. A pesquisa, abrangendo os Estados Unidos, Inglaterra, China e Índia, trouxe à tona uma descoberta surpreendente: entre 20% a 47% dos casais casados de fato ou em união estável, na faixa etária de meia-idade ou mais, compartilham da hipertensão.
Publicado no Journal of the American Heart Association, o estudo examinou 3.989 casais norte-americanos, 1.086 casais ingleses, 6.514 casais chineses e 22.389 casais indianos. Os resultados revelaram uma prevalência notável de pressão arterial elevada em ambos os parceiros, levantando questões sobre os fatores ambientais e comportamentais compartilhados que podem contribuir para esse fenômeno.
Chihua Li, pós-doutorado na Universidade de Michigan, expressou surpresa com os achados: “Muitas pessoas sabem que a pressão arterial elevada é comum em adultos de meia-idade e mais velhos, mas ficámos surpreendidos ao descobrir que, entre muitos casais mais velhos, tanto o marido como a mulher tinham pressão arterial elevada”.
Este novo insight destaca a necessidade de uma compreensão mais aprofundada das dinâmicas que influenciam não apenas nossos corações, mas também os corações daqueles com quem compartilhamos nossas vidas.
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O estudo sobre a hipertensão entre casais heterossexuais que coabitam revelou não apenas a prevalência desse desafio de saúde, mas também destacou disparidades notáveis entre diferentes regiões do planeta. Na Inglaterra, a prevalência de ambos os parceiros com pressão arterial elevada atingiu 47%, seguida pelos EUA com 38%, China com 21%, e Índia com 20%.
Uma análise mais profunda das dinâmicas revelou que esposas cujos maridos sofriam de pressão alta tinham maior probabilidade de enfrentar o mesmo desafio. Na China, esse aumento foi de 26%, enquanto na Índia foi de 19%. Nos EUA e na Inglaterra, esposas nessas circunstâncias tinham 9% mais probabilidade de também ter pressão alta. Associações semelhantes foram observadas para maridos.
Peiyi Lu, um pós-doutorando em epidemiologia na Escola Mailman de Saúde Pública da Universidade de Columbia, sugeriu que a força dessas associações pode ser influenciada por fatores culturais. “Na China e na Índia, existe uma forte crença em permanecermos juntos como uma família, para que os casais possam influenciar mais a saúde um do outro”, explicou Lu.
Apesar de algumas limitações, como a inclusão apenas de uma medição de pressão arterial e a análise centrada em casais heterossexuais, os autores apontaram para o potencial revelado pelo estudo. A conexão identificada pode servir como base para abordagens de tratamento mais eficazes, reconhecendo não apenas os indivíduos, mas também o impacto conjunto da hipertensão nos casais.
A hipertensão arterial, como ressaltado pelos autores, é um fator de risco significativo para doenças cardiovasculares, incluindo ataques cardíacos, insuficiência cardíaca e acidentes vasculares cerebrais, destacando a importância de entender e abordar essa conexão entre parceiros para promover uma saúde cardiovascular duradoura.
Dados alarmantes da Sociedade Brasileira de Hipertensão revelam que a pressão alta afeta cerca de 30% da população adulta no Brasil. Essa condição, que atinge vasos, coração, rins e cérebro, representa uma ameaça significativa, podendo resultar em complicações graves e até mesmo morte.
A prática de atividades físicas, uma alimentação balanceada e o controle do estresse são estratégias fundamentais no combate à hipertensão. Essa doença, quando não controlada, pode desencadear consequências sérias no organismo. No cérebro, o entupimento ou rompimento de vasos podem resultar em um “derrame cerebral” ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). Nos rins, as alterações na filtração podem levar à paralisação dos órgãos, enquanto no coração, a pressão alta pode aumentar seu volume e prejudicar sua força.
Em casos críticos, a hipertensão tem impacto direto na saúde cardiovascular, colocando o Brasil em sexto lugar mundial na taxa de morte por doenças cardíacas, infartos e hipertensão arterial entre homens e mulheres de 35 a 74 anos, conforme dados de 2015. A condição é ainda mais prevalente entre os idosos, devido ao endurecimento e estreitamento natural dos vasos sanguíneos com o avanço da idade, aumentando os riscos de complicações.
A população mais jovem não está imune, com casos de hipertensão associados à obesidade, sobrepeso, consumo excessivo de alimentos industrializados e fast food, que tendem a ser ricos em sal, e ao sedentarismo. Apesar de não haver cura definitiva para a hipertensão, o tratamento adequado, incluindo medicação, atividades físicas regulares, alimentação equilibrada e controle do estresse, oferece a possibilidade de uma vida mais tranquila. Recomenda-se também evitar o fumo e a ingestão excessiva de álcool para preservar a saúde cardiovascular. A conscientização sobre a importância do controle da hipertensão e a adoção de hábitos saudáveis são cruciais na luta contra essa condição de saúde pública no Brasil.
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